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Estudo revela que células de defesa do cérebro podem ajudar a combater o Alzheimer

13 de August de 2026 464 leituras
Estudo revela que células de defesa do cérebro podem ajudar a combater o Alzheimer
Foto: MART PRODUCTION / Pexels

Estudo revela que células de defesa do cérebro podem ajudar a combater o Alzheimer. alzheimer AdobeStock As células imunes do cérebro passam por mudanças durante o envelhecimento e a progressão da doença de Alzheimer, e algumas delas podem ter um papel de proteção contra os danos provocados pela doença.

O que aconteceu

alzheimer AdobeStock As células imunes do cérebro passam por mudanças durante o envelhecimento e a progressão da doença de Alzheimer, e algumas delas podem ter um papel de proteção contra os danos provocados pela doença.

Isso é o que aponta um estudo publicado na revista científica "Nature Genetics", que mapeou em detalhes como essas células se modificam ao longo da vida e durante o avanço do Alzheimer.

Pesquisadores da Icahn School of Medicine at Mount Sinai analisaram mais de 830 mil células imunes cerebrais de origem mieloide (que se originam na medula óssea e migram para o sistema nervoso), entre elas a microglia – principal célula de defesa do cérebro – e os macrófagos perivasculares, que ajudam a regular a resposta imunológica no sistema nervoso.

Por que importa

Os números em evidência (830 mi) ajudam a medir o impacto no dia a dia de empresas e leitores de Saúde.

Consequência prática

As células foram obtidas do córtex pré-frontal de 1.607 doadores de diferentes idades e com variados graus de alterações relacionadas à doença de Alzheimer.

A análise permitiu identificar seis subclasses, formadas por 13 subtipos distintos de células imunes, e acompanhar como essas populações mudam com o envelhecimento e com a evolução da doença.

VEJA TAMBÉM: Alzheimer em mulheres: danos cerebrais podem começar bem antes da velhice Células que parecem proteger o cérebro Entre os achados, os pesquisadores identificaram um subtipo de microglia associado ao Alzheimer que se torna mais abundante à medida que a doença avança.

Segundo o estudo, essas células não parecem contribuir para os danos cerebrais.

Ao contrário, elas aumentam sua capacidade de englobar e eliminar materiais considerados nocivos, o que sugere uma função protetora.

Os cientistas também identificaram uma via molecular formada pelas proteínas TREM2, MITF e GPNMB, necessária para manter esse estado protetor da microglia.

Experimentos realizados com tecidos humanos e modelos de camundongos mostraram que os efeitos benéficos dessas células dependem da sinalização da proteína TREM2.

"Nosso estudo fornece a visão mais clara até o momento de como as células imunológicas do cérebro se adaptam durante o envelhecimento e a doença de Alzheimer", afirmou Donghoon Lee, professor assistente de Genética e Ciências Genômicas e de Psiquiatria na Icahn School of Medicine at Mount Sinai e autor principal do trabalho.

"Ao identificar as células imunológicas específicas que parecem proteger o cérebro e analisar os sinais moleculares dos quais elas dependem, descobrimos novos alvos potenciais para terapias voltadas a retardar a progressão da doença de Alzheimer", disse.

Novos caminhos para tratamentos Além de identificar essa população de microglia com possível função protetora, o estudo cria uma referência detalhada sobre as mudanças das células imunes do cérebro durante o envelhecimento e o desenvolvimento do Alzheimer.

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Rodapé editorial

Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de g1.globo.com.

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